Piauí

Adapi define critérios para identificar propriedades com risco sanitário

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (ADAPI) publicou uma portaria que estabelece critérios para identificar, classificar e monitorar propriedades rurais consideradas de maior risco sanitário para a introdução e disseminação de doenças nos rebanhos do estado. A medida passa a orientar as ações de vigilância, fiscalização, inspeção e educação sanitária desenvolvidas pelo órgão.

A Portaria nº 54, assinada pelo diretor-geral da ADAPI, Antônio Abreu Costa, determina que as propriedades classificadas como de maior risco serão cadastradas no Sistema de Defesa Agropecuária do Piauí (SIDAPI). A frequência das fiscalizações será definida pela Gerência de Defesa Animal (GEDA) e pelas coordenações dos programas sanitários, conforme o nível de risco de cada estabelecimento.

As regras abrangem todos os programas estaduais de defesa sanitária animal executados pela ADAPI, levando em consideração as características de cada espécie e das principais doenças de importância sanitária e epidemiológica.

No Programa Estadual de Vigilância para a Febre Aftosa, por exemplo, serão consideradas de maior risco propriedades localizadas em áreas de fronteira, próximas a feiras, abatedouros, lixões, portos, aeroportos e rodovias com grande circulação de animais. Também entram na classificação propriedades com intensa movimentação de rebanhos, histórico de doenças vesiculares, transporte de animais sem Guia de Trânsito Animal (GTA) e cadastro desatualizado há mais de um ano.

Para a suinocultura, a ADAPI também passa a considerar fatores como a alimentação dos animais com resíduos alimentares proibidos, a criação extensiva sem cercas, a proximidade de áreas de preservação ambiental com animais asselvajados e propriedades que já registraram casos de peste suína.

Na avicultura, a classificação de risco inclui granjas próximas a áreas de aves migratórias, reservas ambientais, centros de triagem de animais silvestres, feiras de aves vivas e estabelecimentos com falhas de biossegurança.

A portaria também estabelece critérios específicos para os programas de controle da raiva dos herbívoros, encefalopatia espongiforme bovina (mal da vaca louca), brucelose e tuberculose, sanidade de caprinos e ovinos, equídeos, animais aquáticos e abelhas.

Entre os critérios comuns estão a movimentação de animais sem Guia de Trânsito Animal, o histórico de ocorrência de doenças, a proximidade com locais considerados de risco e sistemas de produção que favoreçam a disseminação de enfermidades.

Segundo a ADAPI, a classificação permitirá direcionar as ações de vigilância sanitária para as propriedades mais vulneráveis, fortalecendo a prevenção, a detecção precoce de doenças e a proteção da pecuária piauiense. A portaria entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Estado.

Fonte: Cidade Verde

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