Outras notícias

Samuel Ribeiro cobra explicações sobre compra de terreno de quase R$ 7 milhões pelo CREA-PI

A compra de um terreno de quase R$ 7 milhões para a futura sede do CREA-PI está gerando questionamentos sobre planejamento, transparência e a aplicação dos recursos dos profissionais.

O candidato à presidência do Conselho, Samuel Ribeiro, afirma que a principal dúvida não está no valor do imóvel em si, mas na ausência de estudos que demonstrem por que o CREA precisava exatamente daquela área, naquele tamanho e naquele momento.

Samuel Ribeiro – Foto reprodução

Segundo ele, antes da aquisição deveriam ter sido realizados estudos para identificar as necessidades futuras da instituição, como projeção de crescimento, quantidade de servidores, estrutura necessária e demanda de atendimento. Somente a partir dessas informações seria possível definir quais características o imóvel deveria possuir.

“Primeiro se define a necessidade. Depois se procura a solução. O que chama atenção é que não há demonstração clara das necessidades do CREA antes da escolha do terreno”, afirmou.

Outro ponto levantado é a ausência de um Plano de Contratações Anual, instrumento previsto na Lei nº 14.133/2021 para organizar e planejar as contratações públicas, especialmente aquelas de maior impacto financeiro.

A falta de planejamento prévio também levanta dúvidas sobre os critérios utilizados para a escolha do imóvel. Sem parâmetros técnicos previamente definidos, torna-se difícil compreender por que aquele terreno específico foi considerado a melhor alternativa entre as diversas opções disponíveis no mercado.

“Quando não existem critérios objetivos estabelecidos previamente, é natural que surjam questionamentos sobre o processo de escolha. Os profissionais têm o direito de conhecer as razões técnicas que justificaram essa decisão”, destaca Samuel.

A discussão não é sobre ser contra uma nova sede para o CREA-PI, mas sobre garantir que investimentos de grande porte sejam conduzidos com planejamento, critérios objetivos e total transparência.

“Os profissionais merecem respostas. O CREA precisa ser administrado com responsabilidade, planejamento e respeito aos recursos de quem mantém o Sistema”, concluiu.

BANNER MATÉRIA FINAL 2