Educação

Há um mês para o Enem, professoras listam possíveis temas da redação

Falta exatamente um mês para a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A primeira bateria de provas está marcada para o dia 3 de novembro e inclui as disciplinas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Já no dia 10, serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, e Matemática e suas Tecnologias.

Além do lado intelectual, estudantes devem se preparar físico e psicologicamente – Foto: Arquivo O Dia

A prova de redação costuma ser a mais temida pelos candidatos e a professora Vanessa Soares já tem suas apostas quanto ao tema que deve ser trabalhado este ano. Ela acredita que, diferente dos anos anteriores, não serão trabalhados temas voltados para a minoria. Segundo ela, desde de 2012, as provas de redação do Enem têm um viés ideológico e já abordam violência contra mulher, intolerância religiosa e pessoa com deficiência.

“Levando em conta o contexto político, este ano temos uma possibilidade de trabalhar com a diminuição da violência, tratamento de doenças [que já foram erradicadas e estão voltando], posse e porte de arma, a tecnologia na saúde e educação [pois, no próximo ano, temos a possibilidade de ter um Enem digital], além da redução da maior idade penal e ensino em casa [homeschooling]. Isso de acordo com o perfil que temos hoje”, aposta Vanessa.

E a professora de redação Patrícia Lima amplia as possibilidades de temas, ela acredita que a questão ambiental, no quesito de manejo de resíduos sólidos, crise hídrica e desastres ambientais, possa estar em debate na prova deste ano. Já na área da saúde, assuntos como Infecções Sexualmente Transmissíveis, doenças mentais, gravidez na adolescência, má alimentação, obesidade, doação de sangue e de órgãos, autismo, vícios em drogas ilícitas e lícitas também podem aparecer.

“Na área de educação, podem cair temas como evasão escolar, ensino domiciliar, bullying, violência nas escolas, militarização das escolas. Assim como assuntos voltados para a cultura, a exemplo da preservação do patrimônio cultural, preconceito linguístico, nacionalismo, e sobre trabalho, pode cair desemprego, geração nem-nem e trabalho escravo”, expõe Patrícia Lima.

Reta final deve ser de prática

A professora de redação Patrícia Lima reforça que, no último mês que antecede a prova, é preciso praticar, escrever, no mínimo, duas redações por semana e saber o que acontece no mundo para ter argumento.

Mas a professora Vanessa Soares lembra que a preparação para a prova deve começar ainda no início do ano e, ao longo deste período, o candidato deve ir escrevendo redações, antenado no que está em debate no país e em assuntos que voltam a ser discutidos na mídia com outra abordagem.

“As temáticas que o Enem trabalha também ajudam na formação cidadão. Por isso, é preciso pensar em que contexto o Enem está sendo produzido. Atualmente, temos uma banca totalmente diferente e um contexto político, sociopolítico e ideológico do país diferente dos últimos anos”, indica Vanessa Soares.

Vale lembrar que a prova de redação do Enem exige que o estudante conheça as 5 competências exigidas, são elas: uso correto do Português; compreender e desenvolver o tema no estilo dissertativo-argumentativo; defender seu ponto de vista com argumentos; demonstrar capacidade de argumentação; e elaborar a proposta de intervenção.

Preparação física e psicológica 

Além da preparação intelectual, os candidatos precisam trabalhar o lado físico e psicológico. A psicóloga Ana Cecília Bugyja destaca que é preciso estar bem psicologicamente para não atrapalhar a prova.

“O aluno deve tentar ter uma noite de sono tranquila, ter dormido a quantidade de horas que o deixa descansado antes da prova, além de ter se alimentado de comidas leves. No dia do Exame, é bom levar água e algum alimento pra repor as energias, praticar técnicas de respiração e relaxamento antes da prova, e pular as questões que não está conseguindo realizar e fazer as disciplinas que tem mais segurança primeiro”, comenta Ana Cecilia Bugyja.

Por: Sandy Swamy, do Jornal O Dia

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